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Bolsonaro pediu ajuda a advogado ligado a Trump; relatório da PF revela conluio e plano de fuga

O relatório da Polícia Federal que vazou esta semana é mais que prova: é um retrato do desespero e da capitulação terna de um projeto político que escolheu servir aos interesses estrangeiros em vez de defender o país. Nos trechos reunidos pelos investigadores, aparece Jair Bolsonaro pedindo orientações ao advogado Martin De Luca — ligado à Rumble e à Trump Media & Technology Group — sobre como “melhorar a comunicação” a respeito do tarifaço imposto pelo governo Trump ao Brasil. A gravação é sintomática: o ex-presidente não está só lisonjeando um aliado externo, ele busca instrumentalizar essa aproximação para benefício pessoal e político. É a tentativa de usar medidas de outro governo contra o Brasil em benefício próprio.

“Martin, peço que você me oriente também… Eu fiz uma nota, acho que eu te mandei. Tá certo? Com quatro pequenos parágrafos, elogiando o Trump, falando que a questão da liberdade tá muito acima da questão econômica…” — Jair Bolsonaro

PF vê coação a ministros do STF e tentativa de abalar instituições

O centro do relatório é cristalino: a PF entende que Jair e Eduardo Bolsonaro atuaram deliberadamente para intimidar ministros do Supremo Tribunal Federal e interferir na Ação Penal 2668 — o processo que trata da tentativa de golpe de Estado. As trocas apreendidas mostram uma campanha organizada de pressão e desinformação, com apoio de pastores e influenciadores da extrema-direita. “As mensagens demonstram que as sanções articuladas dolosamente pelos investigados foram direcionadas para coagir autoridades judiciais do Supremo Tribunal Federal” — Polícia Federal. Não é teoria conspiratória: é o roteiro de quem aceita o arbítrio como estratégia política.

Os diálogos entre pai e filho expõem também a degradação íntima desse núcleo. Eduardo, irritado com declarações do próprio pai, não mede as palavras: “VTNC SEU INGRATO DO CARALHO!” — Eduardo Bolsonaro. Em outros trechos, o deputado admite explicitamente a estratégia de buscar ajuda externa — até publicando mensagens em inglês para angariar simpatia internacional — com o objetivo de “blindar” o ex-presidente de eventuais condenações. O palanque virou balcão de negócios e proteção.

Se havia alguma dúvida sobre o alinhamento com interesses estrangeiros, o relatório a elimina por completo.

Asilo, fuga e a hipocrisia da direita

O celular de Bolsonaro trouxe à luz um rascunho inusitado: um pedido de asilo político destinado ao presidente argentino Javier Milei, alegando perseguição política no Brasil e pedindo análise em caráter de urgência. Para os investigadores, esse documento é a prova de que, desde 2024, o ex-presidente estudava saídas para escapar da Justiça. A defesa tentou minimizar: “A proposta era de fevereiro de 2024 e foi descartada pelo ex-presidente” — Defesa de Jair Bolsonaro. Conveniente, não? Planeja-se a fuga, depois se diz que era só um rascunho — como se o rascunho não denunciasse intenção.

A relação com aliados de Trump e a tentativa de transformar crise diplomática em escudo político só comprovam o que muita gente já sabia: parte da direita brasileira prefere negociar proteção e benefícios com governos alinhados aos seus interesses ideológicos do que responder perante as instituições e o povo brasileiro. Enquanto isso, pregam “soberania” e atacam estatais, bilionários vociferam contra políticas públicas e pedem privatizações para fechar ainda mais seu ciclo de poder.

Diante disso, a batalha política não é só jurídica — é civilizacional. É momento de desmascarar quem vende o país por likes e proteção internacional, de fortalecer nossas instituições democráticas e de colocar no centro do debate a defesa das estatais, dos serviços públicos e das liberdades civis. Lula e o PT têm sido lembrados aqui como atores fundamentais não apenas para derrotar eleitoralmente essa direita, mas para iniciar uma nova etapa de organização popular e de luta anticapitalista real. Que fique claro: a trifeta do conservadorismo corrupto — capitulação externa, ataque ao STF e plano de fuga — precisa ser politicamente desmontada. Somos nós, nas ruas e nas urnas, que vamos decidir o país que queremos. Quem pensa que pode jogar com a soberania do Brasil e sair ileso que se prepare para a resposta.

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