luta socialista

Senador Eduardo Braga amplia regime de nanoempreendedor para taxistas, caminhoneiros e trabalhadores do transporte

A proposta do senador Eduardo Braga (MDB-AM) de estender o regime de nanoempreendedor para taxistas, caminhoneiros e outros trabalhadores do transporte não vem apenas como um ajuste técnico da reforma tributária: é uma mexida política que pode aliviar imediatamente quem vive do volante e não do caixa de um aplicativo multimilionário. Apresentado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o parecer amplia o benefício sancionado por Lula em janeiro, que até agora se restringia a motoristas e entregadores de plataformas digitais — uma medida que já apontava para a prioridade de proteger quem ganha pouco e não para agradar banqueiros e bilionários.

Nanoempreendedor: quem entra, quem fica de fora

Pela regra, serão nanoempreendedores pessoas físicas com receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil — metade do limite do MEI — e, nesse grupo, a grande vantagem é a isenção do IBS e da CBS. Na prática, para motoristas e entregadores de aplicativos a lei atual já *flexibilizava* o cálculo da receita, considerando apenas 25% do faturamento bruto mensal para facilitar o acesso ao regime. O relatório de Braga estende essa flexibilização para quem presta serviço a empresas físicas, inclusive fretistas, caminhoneiros e taxistas. É uma vitória mínima, mas concreta: tirar o peso de novos impostos dos ombros de trabalhadores que já carregam o país nas costas.

“Sem a mudança, poderia haver um ‘infindável contencioso judicial sob o argumento de violação ao princípio da igualdade tributária’.” — Senador Eduardo Braga

A fala de Braga toca num ponto óbvio: ou a lei trata igual quem ganha pouco, ou teremos uma enxurrada de ações judiciais que só beneficiariam escritórios caros e interesses poderosos. E convenhamos, não é hora de transformar a reforma em playground jurídico para quem tem advogado caro e ligação com os cofres privados!

O resto do pacote: herança, imposto do pecado e créditos do ICMS

O relatório também mexe no ITCMD — o imposto sobre heranças e doações de competência estadual — deixando claro que não incidirá sobre valores herdados de previdência privada complementar, seguro, pecúlio ou similares. A versão aprovada pela Câmara havia retirado a tributação desses produtos, mas sem expresso dizer que ficariam fora; Braga corrige essa ambiguidade.

Outra novidade é o escalonamento do chamado “imposto do pecado” sobre bebidas açucaradas, que começará em 2029 e se estenderá até 2033, o mesmo processo já previsto para cigarros e bebidas alcoólicas. Espera-se que a medida favoreça políticas de saúde pública sem estocar alíquotas punitivas imediatas — uma transição pensada, não uma caça às bruxas tributária.

Sobre os créditos do extinto ICMS, as empresas poderão pedir compensação até saldos apurados até 31 de dezembro de 2032; se não houver como abater no novo IBS, o crédito poderá ser devolvido de forma parcelada. E para serviços financeiros, haverá um regime específico, com alíquotas subindo gradualmente de 10,85% para 12,5% até 2033 — sempre somando IBS e CBS e com redução onde houver ISS municipal cobrado.

A resistência da direita vai gritar contra cada medida, com fake moralismo e discurso contra “o Estado”, enquanto corteja privatizações e salva-vidas bilionários. Nós sabemos: o debate real é sobre quem paga a conta do país — os pobres ou os patrões? Enquanto a direita quer varrer direitos e vender estatais, o nosso projeto é outro: proteger trabalhadores, fortalecer as estatais e usar o Estado para reduzir desigualdades.

O parecer de Braga segue para análise na CCJ, e mais debates virão. É hora de ficar atento: cada mudança técnica nessas leis tem efeito direto no bolso de quem acorda cedo para trabalhar. E se Lula e o PT estão no centro desse processo, não é por vaidade eleitoral — é porque sem enfrentar interesses poderosos e sem usar o Estado para garantir justiça social a coisa não anda. Quem quer mudanças reais precisa disputar a política com força, organização e clareza: vamos estar prontos para isso!

Mais notícias para você
30da2f33-41e8-4414-b665-adf9db9ef4bd
Aneel ainda não decidiu sobre renovação da concessão da Enel em São Paulo, alerta diretor

A Aneel ainda não deu o veredito final sobre a renovação da concessão da Enel em São Paulo, mas já...

1d6a48e9-904f-41ed-8ec2-391ea141325f
Alexandre de Moraes libera redes de Carla Zambelli com multa diária por posts de ódio

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de revogar o bloqueio de perfis e canais associados à deputada Carla Zambelli...

f7f7a5e1-5125-4c05-b0ec-c7623e54ef81
Relator alinhado ao bolsonarismo pode definir o destino de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética

A decisão que afastou Eduardo Bolsonaro da liderança da minoria na Câmara veio envolta em justificativas “técnicas” — exatamente o...