luta socialista

PF investiga uso de dinheiro desviado para construção de pousada de luxo em nome do filho do governador do Tocantins

O afastamento do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), pelo Superior Tribunal de Justiça, durante a Operação Fames-19 da Polícia Federal, expõe mais uma vez a face podre da direita que diz governar para o “povo” enquanto aplica o bisturi nos serviços públicos e enche a conta dos aliados! Segundo a PF, parte dos recursos desviados em contratos de cestas básicas e frangos na pandemia teria sido usada para erguer uma pousada de luxo na Serra de Taquaruçu, em nome do filho do governador — um claro jogo sujo de ocultação de patrimônio.

O esquema segundo a investigação

Investigadores mapearam o encaminhamento de mais de R$ 2,4 milhões para a construção da Pousada Pedra Canga entre 21 de junho de 2022 e 30 de julho de 2024. Dinheiro público que deveria ter abastecido a alimentação de famílias em emergência virou obra de luxo. A pousada está registrada em nome de Rérison Antônio Castro Leite, filho de Wanderlei, e a PF aponta que o governador é suspeito de chefiar uma organização criminosa. Há interceptações que mostram conversas entre Rérison e então chefe de gabinete Marcos Martins Camilo, nas quais o filho admite que “até a última vez que eu falei com ele, ele não queria que botasse nada no nome dele não” — para a polícia, o “ele” é o próprio governador, que teria usado o filho para ocultar bens.

Na contabilidade da pousada, os aportes foram apresentados como “Investidor-Anjo” para justificar o afluxo de capital — uma fantasia jurídica usada como fantasia contábil para disfarçar a trilha do dinheiro. Enquanto isso, contratos emergenciais datados de 2020 e 2021, para compra de ao menos 1,6 milhão de cestas básicas, foram firmados sem licitação e somavam valores próximos a R$ 5 milhões, sem que todas as cestas fossem entregues à população. Os recursos desviados, segundo a PF, também teriam sido aplicados em empreendimentos de luxo, compra de gado e despesas pessoais dos envolvidos.

O pronunciamento do governador

“Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.” — Wanderlei Barbosa

Que fique claro: a estratégia é velha e conhecida — montar narrativas para retomar o controle e ganhar tempo enquanto aparelhos do Estado apuram. Não é hora de acreditar em desculpas prontas: é hora de investigação, responsabilização e reparação. A decisão do ministro Mauro Campbell de afastar o governador por seis meses ainda será analisada pelo plenário do STJ, e outras autoridades estaduais envolvidas no escândalo também foram alvo de medidas cautelares.

Esse caso é mais uma prova de que combater a corrupção não é tarefa apenas de tribunal — é luta política! A direita que defende privatizações e entrega do patrimônio público ao grande capital seguiu a mesma lógica: reduzir o Estado para depois pilhar o que resta. É por isso que precisamos fortalecer órgãos de controle, defender estatais e construir um projeto popular que coloque o dinheiro público a serviço do povo, não dos corruptos.

Se há lição, é que a democracia exige vigilância permanente. Enquanto a elite tenta se proteger com artifícios jurídicos, cabe ao povo e às forças populares — com o PT e Lula como referências de uma etapa nova de disputa política e social — pressionar por transparência, auditorias reais e punição exemplar. Afinal, quem deveria receber cestas básicas não pode virar investimento em pousada de luxo — o Estado deve servir ao povo, não aos corruptos!

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